Federações se reúnem com interventor judicial da Oi
Em pauta, assuntos importantes para a categoria, entre eles, a possiblidade de implantação de um Plano de Demissão Incentivada (PDI) para os empregados da Oi S.A; pagamentos de direitos na Vtal
Escrito por: Executiva da FITRATELP • Publicado em: 19/03/2026 - 15:01 • Última modificação: 19/03/2026 - 15:09 Escrito por: Executiva da FITRATELP Publicado em: 19/03/2026 - 15:01 Última modificação: 19/03/2026 - 15:09
Arte Divulgação
Federações se reúnem com interventor judicial da Oi
A FITRATELP informa aos trabalhadores da Oi e da SEREDE que as federações FITRATELP, FITTLIVRE e FENATTEL se reuniram com o interventor judicial liquidante da Oi, na terça-feira (17/3), no Rio de Janeiro, para discutir vários assuntos importantes para a categoria, entre eles, a possiblidade de implantação de um Plano de Demissão Incentivada (PDI) para os empregados da Oi S.A.
Os representantes das federações cobraram insistentemente a necessidade de a empresa fazer um PDI, considerando que a operação da empresa foi reduzida ao mínimo e, principalmente, porque está claro para as entidades sindicais que a intenção do interventor judicial liquidante é fazer a venda de mais ativos da empresa.
Saímos da reunião com a perspectiva de um estudo de viabilidade da empresa, mas as federações não acreditam que ele seja concretizado. No entanto, as entidades insistiram e continuarão insistindo junto ao gestor na perspectiva de recuperação da empresa. Por outro lado, o interventor alegou na reunião ser apenas o executor da determinação judicial e que as decisões cabem ao juíz responsável pelo processo.
Garantimos aos trabalhadores que vamos continuar insistindo para que as coisas sejam resolvidas da melhor maneira, para que os empregados da Oi não continuem nesse estado de insegurança e indefinição. Lembrando que o gestor tem até o dia 20 de abril de 2026 para apresentar seu relatório sobre a empresa, bem como se irá prosseguir com a RECUPERAÇÃO JUDICIAL ou se será decretada a falência da Oi S. A.
É importante ressaltar que as decisões judiciais em primeira instância cabem recursos, onde os bancos e as entidades sindicais podem ingressar com recursos na Justiça contestando qualquer decisão. Nesse momento temos que ter tranquilidade e aguardar o desenrolar das decisões judiciais.
A SITUAÇÃO NA SEREDE
As federações insistiram para que sejam feitos os pagamentos dos trabalhadores e, novamente, a resposta do administrador judicial é que os processos da SEREDE e Oi S.A. são separados. No caso da SEREDE, foi decretada a falência e está em andamento o levantamento patrimonial para fazer os pagamentos. Na reunião, reafirmamos a nossa posição de que a Oi era a única tomadora de serviços e dona da SEREDE e não tem como desvincular uma empresa da outra.
Diante disso, orientamos os sindicatos da nossa base a ingressem com as ações na Justiça do Trabalho pedindo a ANTECIPAÇÃO DE TUTELA, para garantir a existência dos débitos e habilitação na MASSA FALIDA. Os débitos existem e a SEREDE não pagou as verbas rescisórias dos empregados. Fizemos tudo que era necessário para proteger os direitos dos trabalhadores, vamos aguardar as decisões judiciais.