Federações se reúnem com a direção da Oi
Em pauta, a grave situação econômica e financeira da empresa e os possíveis reflexos sobre os trabalhadores.
Escrito por: Executiva da FITRATELP • Publicado em: 10/07/2026 - 15:56 • Última modificação: 10/07/2026 - 16:00 Escrito por: Executiva da FITRATELP Publicado em: 10/07/2026 - 15:56 Última modificação: 10/07/2026 - 16:00
Arte Divulgação
Federações se reúnem com a direção da Oi
Em pauta, a grave situação econômica e financeira da empresa e os possíveis reflexos sobre os trabalhadores.
Informamos aos trabalhadores da Oi e aos sindicatos que as federações FITRATELP, FITLIVRE e FENATTEL se reuniram, nesta sexta-feira (10/7), com o interventor judicial da Oi, Bruno Rezende, para discutir a grave situação econômica e financeira da empresa e os possíveis reflexos sobre os trabalhadores.
A empresa informou que está enfrentando severas dificuldades de caixa e que, caso não haja ingresso de novos recursos nas próximas semanas, poderá haver comprometimento da continuidade das operações e do pagamento das verbas rescisórias em eventuais desligamentos.
Segundo a administração da empresa, existem recursos esperados provenientes da venda de ativos e de créditos a receber que permanecem bloqueados ou dependem de decisões judiciais e administrativas.
Foi informado ainda que a venda da UPI V.tal continua suspensa por decisão judicial, que a negociação da UPI de Telefonia Fixa sofreu novos atrasos e que até o momento não há definição para a alienação da Oi Soluções. Esse cenário tem reduzido significativamente a liquidez da companhia.
As Federações manifestaram profunda preocupação e indignação com os impactos dessa situação sobre os trabalhadores, reiterando que a preservação dos empregos e a garantia integral dos direitos trabalhistas são prioridades absolutas. Também foi defendido que qualquer medida envolvendo redução do quadro funcional somente poderá ocorrer com ampla negociação e com garantia do pagamento das verbas devidas.
Durante a reunião, foi discutida a necessidade de uma atuação institucional junto ao Poder Judiciário e aos órgãos do Governo Federal, incluindo a Anatel, Ministério das Comunicações, Ministério do Trabalho, Casa Civil e Tribunal Superior do Trabalho, buscando construir alternativas que assegurem a continuidade da prestação dos serviços e a proteção dos trabalhadores.
As Federações também defenderam a criação de uma agenda permanente de acompanhamento da crise, envolvendo empresa, entidades sindicais, credores e Poder Judiciário, de forma a buscar soluções negociadas para o atual momento.
No final da reunião, ficou reafirmado o compromisso das federações de acompanhar diariamente a evolução da situação, manter diálogo permanente com a empresa e adotar todas as medidas políticas, administrativas e jurídicas necessárias para defender os empregos, os direitos dos trabalhadores e a continuidade dos serviços prestados pela Oi.
As federações manterão toda a categoria informada sobre os próximos desdobramentos dessa crise.