Em defesa dos direitos e empregos dos trabalhadores
Nova reunião com a Oi está prevista para a próxima semana. Em seguida, haverá um encontro com as federações FITRATELP, Fenattel e Livres, para organizar a tática de luta
Escrito por: Executiva da FITRATELP • Publicado em: 29/08/2025 - 17:29 • Última modificação: 29/08/2025 - 17:35 Escrito por: Executiva da FITRATELP Publicado em: 29/08/2025 - 17:29 Última modificação: 29/08/2025 - 17:35
Arte Divulgação
Em defesa dos direitos e empregos dos trabalhadores
A Comissão Nacional de Negociação da Fitratelp – CNN FITRATELP/V.tal – informa aos trabalhadores e aos sindicatos da base da FITRATELP, que na última quinta-feira (28/8), a V.tal convocou uma reunião com a Federação, para discutir a repercussão entre os trabalhadores da transição do contrato existente com a Serede.
No início da reunião, o representante da V.tal fez uma exposição apresentando documentos de uma audiência realizada na justiça americana, onde a Oi se encontra em processo de recuperação judicial (Chapter 11). Além disso, expressou a preocupação da V.tal com a perda de clientes e as dificuldades operacionais com a Serede e a Oi. Ele enfatizou ainda que a desconfiança gerada conduziu ao rompimento do contrato e à substituição por novos prestadores de serviço.
Para a nossa surpresa, a V.tal afirmou que não pagará os custos das demissões na Serede, alegando que isso inviabilizaria a operação e comprometeria a sobrevivência da empresa. Segundo o representante da V.tal, a Oi e a Serede estariam boicotando a V.tal ao impedir o controle dos sistemas de operação de serviços aos clientes, citando, inclusive, que a Nio-ClientCo tinha 4 milhões de clientes e que, devido ao boicote, perdeu 500 mil.
Os representantes da PIMCO na gestão da Oi foram mencionados, sugerindo que eles deveriam arcar com os custos das demissões. Foi informado também que a ClientCo é responsável por 90% da receita da V.tal, e que os 10% restantes vêm do aluguel da rede neutra para provedores e da Claro.
A proposta da V.tal e a resposta dos sindicatos
A V.tal apresentou uma proposta: que os sindicatos entrassem com pedidos de rescisão indireta coletiva, incluindo a PIMCO na ação contra a Serede e a Oi.
Em resposta, os representantes da FITRATELP foram enfáticos ao afirmar que os trabalhadores não pagarão por essa disputa entre as empresas, e que não abrirão mão dos seus direitos, nem tomarão partido em uma briga que não lhes diz respeito. Os sindicatos relataram suas experiências em transições e alertaram a V.tal dos riscos que correrão, caso os trabalhadores não sejam pagos. Mais do que isso, reafirmaram que o papel do sindicato é garantir os empregos durante a transição e assegurar o recebimento das verbas rescisórias. Reforçaram ainda que as acusações feitas pela V.tal devem ser tratadas entre as empresas na Justiça, uma vez que os trabalhadores não têm nada a ver.
A proposta da FITRATELP e os próximos passos
Esclarecemos à categoria que reunião foi tensa e desgastante. Mas os representantes da FITRATELP foram firmes e insistiram que a V.tal e a Oi deveriam dialogar para evitar uma transição traumática, que se configura como uma verdadeira tragédia anunciada. Alertamos também que uma disputa desse nível não terá vencedores, apenas perdedores, e que a falta de pagamento das verbas rescisórias pode levar os trabalhadores à paralisação total das atividades.
A FITRATELP propôs a realização de uma reunião tripartite com as federações (FITRATELP, Fenattel e Livres), V.tal, Oi e Serede, para encontrar uma solução para a complexa transição. Os sindicatos concluíram que é fundamental unir forças, para demonstrar que a omissão das empresas em viabilizar o pagamento causará um prejuízo ainda maior aos empregados.
Uma nova reunião com a Oi está prevista para a próxima semana. Em seguida, haverá um encontro com as federações FITRATELP, Fenattel e Livres, para organizar a tática de luta para garantir os pagamentos e a manutenção dos empregos na categoria.
A união dos trabalhadores fortalece a nossa luta. Estamos juntos!